quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Em conversa com a amiga lunática (Parte II)


Um mundo proibido de novas ideias não era possível naquele ambiente.  Pelo labirinto multicor o que se via era uma propaganda panfletária de inspiração libertária, onde os revolucionários viviam a pregar a subversão social e política de um jardim em flor.

Além de adotarem uma crítica ácida e uma proposta utópica de sociedade sem classes costumavam guardar em garrafas de vidro a esperança de dias melhores.

Dentro de um velho armário costumava guardar tesouros proibidos como a Divina Comédia de Dante Aligheri, Utopia de Thomas Morus, Os miseráveis de Victor Hugo, entre outros.

Um céu argênteo com nuvens de cores diáfanas e cristalinas anuncia a dança das borboletas siderais; insetos lepidópteros de hábito diurnos de antenas apicais dilatadas e asas sem frênulos. A luz intensa torna-se elemento que anima a cópula de inúmeros insetos. Sob a imensa abóbada do firmamento em um rodopio o arcanjo anunciador toca seu clarim aos quatros cantos do Mundo vibrante de cambiante e reflexos de luz.

Outro anjo concede ao músico-arcanjo uma pausa a tão incansável atividade. Temas melancólicos exprime a alma do poeta, pleno de amargura, um contratempo ligado à visão da realidade.
Assim, invadiram espaços abandonados para contestar o caos, o jogo de interesses e as políticas excludentes. No rosto da juventude não há no vazio a voz silenciada das esquinas... Ganhou força as vozes nas ruas com are modernos das mobilizações sociais ou digitais.


Mulheres, homens e jovens foram rotulados de “indesejáveis” e, como tais, execrados da sociedade vegetal. Movidos por suas utopias esqueceram por alguns instantes os seus ressentimentos, medos e frustrações.


 


José Lima Dias Júnior — 11.09.2013

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