segunda-feira, 27 de outubro de 2014

No mesmo limite de tempo

Imagem: Desislava Ignatova, fotógrafa búlgara.


Há traços largos, usando um tempo
que se impôs tardiamente,
onde cada um permanece em seu lugar
mesmo que não tenhamos quaisquer possibilidades
de incrustar as zonas periféricas, já que a vida dos homens
evoca frequentemente o purgatório, ou mesmo o inferno,
de um mundo em si mesmo.

É aí que o sol faz brilhar as cores mais vivas
manifestando as liberdades que se alojam em cada espírito,
que se passam no mesmo limite de tempo, porque a meus olhos
a existência se esclarece de maneira bastante lúcida, cujas cores
podem encaminhar-se em conjunto numa mesma direção.

José Lima Dias Júnior – 27.10.2014


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